Arquivo da categoria: Infinito Particular

It’s winter no Rio de Janeiro ^^

Uma tarde de sábado cinzenta é um clima bem inspirador para escrever, e já que há tempos que não apareço por aqui, hoje vim dar o ar da graça.

O único problema é que estou assistindo séries desde que acordei, isto é, hoje é um dia que estou pensando em inglês. Sei que parece pretensioso e hilário, mas é exatamente como meu cérebro fica depois de ter contato com a língua inglesa.. i start thinking, dreaming, cursing in english and i can’t get rid off it.

É um charme, não vou dizer que não gosto desse botãozinho ativado in my head but sometimes it’s exauhsting to just have the english words and completely forget how to say some stuff in your native language..

Isto não significa que eu saiba inglês maravilhosamente bem, muito menos que eu esteja esquecendo meu português, quem já estudou outras línguas sabe that some expressions just fit better in english 😉

Escrevi esse texto todo assim porque é exatamente assim que eu penso quando estou tentando desativar o botão inglês na minha cabeça, e que minha mente é essa bagunça, de línguas, de gostos, de feelings…  e tantas vezes eu já parei de escrever um post porque ele tava ficando exatamente como esse, mesclado em duas línguas… mas honestly i’m tired of not being myself, so, thats me 🙂

Hope you enjoy =D

Um bom vinho para o jantar…

Quem lê as coisas que eu escrevo deve pensar que acho que sou uma expert em relacionamentos.. mero engano, sou tão tonta quanto vocês quando estou envolvida… mas acho que ganho alguns pontos pelo meu poder analítico.

Um dos erros mais comuns das minhas amigas é se envolver com o cara errado já sabendo disso previamente. Porque no fim, a maioria não vale nada, mas saber que o cara é um canalha e mesmo assim ‘investir’ é pedir pra sofrer. Claro que se o cara for um merda e você quiser brincar um pouco, se divertir, é uma coisa, agora tem muita pateta por aí que acha que vai ‘conseguir mudá-lo’, querida, esquece isso… quase nenhum muda, e se for pra ele mudar, nada mais importante do que você esnobando ele e lembrando que ele não vale a pena diariamente… lembre-se os homens são como um bom vinho: todos começam como uvas, e é dever da mulher pisoteá-los e mantê-los no escuro até que amadureçam e se tornem uma boa companhia para o jantar.

Isso soa super escroto, eu sei, mas se formos parar para pensar os homens não estão realmente merecendo isso? Algumas mulheres também… o pior, são aquelas que se desvalorizam e acabam com a reputação da classe toda. Antes eu achava que eu que era estranha, por esperar das pessoas muito mais do que elas podiam oferecer, hoje já penso que tudo bem, minhas expectativas só me arrasam, mas as pessoas só não oferecem mais por acreditarem que ser mediocre é satisfatório.

Aquela rosa…

“Que o teu afeto me afetou é fato, agora faça-me o favor….” OTM

Não vou dizer que não fiquei envolvidinha… Já dizia o Pequeno Príncipe: “Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”. Você podia ser apenas mais uma rosa no meio de tantas, mas você sabe que escolheu ser a minha.

E o que acontece com a rosa agora? Quer ser mais uma na multidão? Tem medo de ser especial? Não se acha suficiente para sua menina ou sua menina não é suficiente para ela? Ou será medo de se envolver? O que acontece que a cada dia as relações ficam mais virtuais e mais irreais. Eu quero sentir na pele, eu quero olhar nos olhos, eu quero a minha rosa comigo naquele dia de chuva…

Apesar de ter uma rosa pelo prazer é sempre ótimo, aquele que diz que a rosa só serve pra isso é porque ainda não sentiu nada, só usou… O que procuro está nesses versos já postados: “E da fruta eu tiro a polpa…” OTM.

Sou clichê, faço listinhas…

Hoje é sexta-feira! É um dia onde nos sentimos mais aliviados por ter ‘terminado’ um ciclo: a semana. Sim,

gabrielacaipira

nós humanos precisamos disso para continuarmos, a esperança de recomeçar… Já dizia uma frase bem famosa: Genial o homem que teve a idéia de dividir a vida em anos, recriando as esperanças quando já se está no limite… (algo assim), sim, tudo criação humana!

E nesse fim de semana estarei na fazenda, com festa junina, curtindo um friozinho com os amigos, dormindo todos juntos até a conversa se transformar em ronco, acordando com aquela bagunça que o primeiro sempre faz, curtindo momentos e relaxando… um fim de semana sem internet, celular, sem tecnologia. Vai ser tão bom! ^^

Pode parecer super clichê, mas ontem à noite eu tava pensando no que pode ajudar a um relacionamento a dar certo, especialmente para as meninas (minha experiência) mas não essa não é mais uma listinha de blog, ou é, não sei, mas vai ser feita pela minha experiência (nem tão grande) e observação sobre o assunto… mas calma, não vá vira um robô e ir fazendo check list de tudo… analisa, vê se realmente está de acordo com o tipo de relação que você tem e/ou quer construir:

1 – Ninguém lê seus pensamentos! Sua comunicação está com ruídos? Por que o ser humano cisma em guardar tudo pra si e não dividir seus sentimentos? Converse sobre o que você gosta e o que não gosta, se ele tá afim, vai querer te agradar de certa forma. Além disso, muitas vezes as relações não vão pra frente porque o cara não sabe que ela tá afim, muito menos ela. E ficam num joguinho de quem tem mais poder dentro do relacionamento e acaba em NADA. Pra que? É tão melhor demonstrar o que sente sem medo, se der errado bola pra frente, ele nem valia a pena mesmo, né? Gosta dela? Demonstra…

2 – Isso de demonstrar também não significa grudar e nem de cuidar excessivamente. Mãe é mãe, namorada é namorada. É, isso mesmo, você não é mãe dele, então para de querer controlar tudo da vida do garoto, get a life.

3 – Esse controle me lembra ciúmes. Ok, gosta dele? Normal uma insegurançazinha, um ciuminho aqui e ali. Isso não significa que ele é propriedade sua, nem que você escolhe suas amizades e muito menos que você é mais importante que os amigos dele e as suas rotinas antes do relacionamento.

4 – Aqui é onde aparece o futebolzinho de domingo e aquele chopp com os amigos de terça. Pelo amor de Deus garota, vai sair com as suas amigas. Se ele gosta de você ele te respeita, se não ele vai te trair nem que seja no intervalo para o almoço no escritório. Não adianta. Confia. SIM! Confia… do que adianta namorar com uma pessoa que não confia? Sem confiança não existe nenhum tipo de relacionamento sadio: amor, amizade, etc… .

5 – Cuida de você mulher… enquanto você se preocupa se ele dormiu tarde, está com os amigos ou joga futebol tem um montão de gata se produzindo por aí, não fique para trás. E, além disso, você sabe que te faz bem e se ele não valer a pena, logo, logo aparece outro.

6 – Ok, você já reclamou, e nada… Não gosta de alguma coisa nele? Proponha acordos, dê idéias. De que adianta também aquela chata reclamona ao lado? Aprenda a aceitar as diferenças, vocês não são gêmeos, não pensam igual, não foram criados pelas mesmas pessoas num mesmo ambiente. Para isso use o diálogo.

7 – O que você faz para surpreendê-lo? Todo mundo sabe que a melhor época é o comecinho da relação, por quê? Por que as novidades são diárias e as pessoas estão sempre tentando agradar. Lembre-se, de vez em quando faça algo diferente, tanto no sexo quanto na vida a dois, marque de ir a um lugar diferente, visite os pontos turísticos da sua cidade, vá com ele ao jogo de futebol, não sei, só não caia na rotina, nem na sua vida, nem na de vocês.

8 – Saiba se colocar em seu lugar, ficante é ficante, namorada é namorada, esposa é esposa, qualquer ação que não esteja de acordo além de ridículo vai assustar. Aproveite que cada época tem o seu valor e quando passa sentimos saudade.

9 – Ok, vc nem gosta tanto dele assim, ele que é o grudento… Imponha limites, não deixe que ele te ligua toda hora? Simplesmente não atenda. Ele quer te ver todos os dias e você não quer/pode ? Deixe isso bem claro, mas também deixe claro que não é falta de amor, é seu jeito de ser (mais uma vez, respeitar as diferenças, né?)

10 – Por fim, não esqueça que respeito, confiança, educação, lealdade são a base de qualquer relação.

Um brinde ao ócio criativo…..

londonn

“Fique de vez em quando sozinho, senão você será submergido. Até o amor excessivo dos  outros pode submergir uma pessoa.”

– “De corpo inteiro” – Página 68; de Clarice Lispector – Publicado por Rocco, 1999 – 210 páginas

Atualmente há muita cobrança por pró-atividade… você tem que correr atrás dos objetivos, não pode parar nunca! Mas nesse mundo onde tudo acontece muito rápido, onde tudo tem que ser na velocidade ditada pela sociedade, ela acaba gerando sentimentos que fazem tanto mal a gente… a ansiedade, depressão, medo.

Se perdeu o emprego, saia correndo para procurar outro, mesmo que não haja necessidade de pressa, nos dias de hoje é um absurdo dizer que fica olhando pro teto, coçando… como se fosse um alienigena.  Aqui no Brasil se um jovem de seus 20 anos não estiver na faculdade tem algum problema, não importa se não é aquilo que ele quer, importa que faculdade é básico, todos tem que ter. E seu filho? Que além da escola faz judô, natação, inglês, informática… Tá. E a que hora ele brinca? Que tempo ele tem pra se deixar imaginar, criar, inventar? Estaria ele preso às suas expectativas e horários devidamente planejados? Mas na verdade para que viemos ao mundo? Para trabalhar initerruptamente? Produzir mais e mais lixo? Pra tentar ser sempre o melhor (da classe, da empresa, dos amigos)? O que isso te acrescenta a não ser dinheiro, sucesso, dor de cabeça e solidão?

Pense num dia numa praia, pense numa conversa com os avós, pense numa viagem com o namorado…. eu sinceramente cresço muito mais quando estou relaxada, é quando tenho minhas melhores idéias, quando penso sobre coisas fantásticas… Seria estranho se minhas ideias geniais não surgissem durante o banho (meu sonho é ter uma lousa no box pra anotar tudo!) … e não porque eu sou daquelas que ficam 30min debaixo do chuveiro… eu não gasto mais que uns 12 minutos lá, e desligo a água [precisamos ajudar o meio ambiente] … mas é a hora que todos os outros estímulos externos não estão, sou só eu e meus pensamentos… Outro lugar maravilhoso é o ônibus! De propósito não levo iPod nem genéricos comigo, as vezes um livro, mas o que mais gosto em andar de ônibus são todas as idéias geniais que tenho durante o percurso… pode até ser que quando chegar em casa eu acho tudo uma babaquisse, mas e daí? Isso não significa que não valha a pena se pensar sobre tudo e sim que temos bom senso. 😀

Quem sabe tá na hora de pensar que sim, estamos num mundo onde a velocidade das informações é extremamente rápida e a vida é estressante, mas isso não importa se você se permitir estar consigo, curtir seus pensamentos e devaneios….

Escrevendo eu me lembrei de um dos meus poemas favoritos de Clarice Lispector, e como ela consegue descrever a nossa ansiedade e como se distrair, e o mais que óbvio, provado por minhas teorias gabrielais: quanto mais esperamos uma coisa, mais ela demora para acontecer [vide os segundos intermináveis do microondas..]

“Havia a levíssima embriaguez de andarem juntos, a alegria como quando se sente a garganta um pouco seca e se vê que por admiração se estava de boca entreaberta: eles respiravam de antemão o ar que estava à frente, e ter esta sede era a própria água deles. Andavam por ruas e ruas falando e rindo, falavam e riam para dar matéria peso à levíssima embriaguez que era a alegria da sede deles. Por causa de carros e pessoas, às vezes eles se tocavam, e ao toque – a sede é a graça, mas as águas são uma beleza de escuras – e ao toque brilhava o brilho da água deles, a boca ficando um pouco mais seca de admiração.
Como eles admiravam estarem juntos! Até que tudo se transformou em não. Tudo se transformou em não quando eles quiseram essa mesma alegria deles. Então a grande dança dos erros. O cerimonial das palavras desacertadas. Ele procurava e não via, ela não via que ele não vira, ela que, estava ali, no entanto.
No entanto ele que estava ali. Tudo errou, e havia a grande poeira das ruas, e quanto mais erravam, mais com aspereza queriam, sem um sorriso. Tudo só porque tinham prestado atenção, só porque não estavam bastante distraídos. Só porque, de súbito exigentes e duros, quiseram ter o que já tinham. Tudo porque quiseram dar um nomeporque quiseram ser, eles que eram.
Foram então aprender que, não se estando distraído, o telefone não toca, e é preciso sair de casa para que a carta chegue, e quando o telefone finalmente toca, o deserto da espera já cortou os fios.
Tudo, tudo por não estarem mais distraídos.”

Clarice Lispector

Ser ou não ser, eis a questão…

gabiteatromágicoHá uns 3 dias não consigo escrever nada aqui. Depois que descobri que meus pais fuxicam meu blog eu me senti invadida. Não que eu não queira que eles leiam, nem que haja qualquer conteúdo aqui que seja segredo, mas saber que aqueles que não conhecem esse meu lado menina/mulher acompanham tudo o que escrevo, pensao e externalizo me assusta.

Assusta porque a maioria de nós não tem uma relação muito aberta com os pais, então não há diálogo, eles não sabem ao fundo o que pensamos, sentimos, queremos… e o meu blog diz tanto sobre mim… aí paro… porque tanta gente, gente que eu não conheço pode saber da minha intimidade, gostos, aflições, mágoas e eu me sinto acuada de saber que meus pais saberão? Simples, eles querem a minha felicidade acima de tudo, então qualquer coisa que eu escreva aqui que não vá de acordo com isso ou com as expectativas que eles tem de mim estarei causando alguma ferida, não sei se iso é verdade, mas é esse o meu medo. Decepcioná-los.

E a minha vida anda em círculos, vivo de um jeito para não decepcionar ‘os outros’ e acabo me decepcionando, me tornando uma pessoa triste e fechada e dessa maneira fazendo com que esses ‘outros’ não fiquem satisfeitos. Eu acabo decepcionando-os mais do que se não tivesse tanta vontade de fazê-lo.

Há uma briga dentro de mim, entre ser eu e ser o que querem que eu seja, e isso definitivamente não é falta de personalidade, eu sei muito bem o que sou e o que eu quero, mas minha vontade de ser a menininha do papai às vezes se sobrepõe a isso e acabo me tornando um nada, um vazio, para mim e para eles. É contraditório sim, mas existe algo humano que não seja?

Paro e penso novamente, se eu não me procupasse tanto talvez eu conseguiria, se eu fizesse por mim e não pelo outro talvez eu fosse mais feliz e sendo mais feliz com certeza satisfaria pelo menos uma parte do tal ‘outro’ e essa minha necessidade de suprir as expectativas alheias e esquecer do que eu realmente quero… Tudo isso me lembra um trecho  de Sartre: “O inferno são os outros” que deu origem à uma música perfeita (músicas que falam por mim) dos Titãs.

Porque SIM, são os outros, temos que trabalhar nós mesmos, não podemos esperar que sejam as pessoas sejam boas como queremos, que ajam da maneira que acreditamos e nem podemos viver tentando dar isso a alguém que espera de você. Dar conta do outro (do que ele quer, do que ele faz, e do que ele espera de você) é demais para nós humildes humanos. E me deparo com Ser ou não ser, eis a questão….

Questão? William realmente perguntou isso um dia através de seus textos? Qual a dúvida dele? Porque eu tenho a certeza que é SER. Ser mais eu, ser por mim, ser quem eu quero ser. SER feliz, ser consciente, ser qualquer coisa mas nunca se anular.

Ser humano.